29 de março de 2013

Fundação Inatel reuniu-se em Beja com CCD da região: Um pilar de apoio para manter!


Fernando Ribeiro Mendes, presidente do conselho de administração da Fundação Inatel garantiu em Beja a continuidade do apoio à atividade desportiva e cultural no âmbito dos Centros de Cultura e Desporto (CCD)

Texto e foto Firmino Paixão

O dirigente assegurou conhecer as acusações de concorrência desleal vindas da AF Beja e revelou a existência de conversações com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), reservando a divulgação das conclusões para outro momento. No mesmo dia em que falou com os CCD, Fernando Mendes reuniu-se com Jorge Pulido Valente, presidente do município de Beja, a quem deu conta das orientações existentes, e que, no essencial, procuram aprofundar as parcerias que vêm de trás com o município de Beja, sabendo que existem novos projetos em que a Fundação voltará a ser parceira. 
Os campeonatos de futebol do Inatel no distrito de Beja reuniram esta época 47 equipas, menos cinco que na região de Santarém (o mais participado), números que também comentou. 

Há uma grande implantação do Inatel nesta região? 
As pessoas das regiões com maiores dificuldades encontram no Inatel um apoio seguro para o desenvolvimento de muitas atividades que de outro modo seriam muito mais difíceis. No campo do desporto isso é claro e essa adesão que aqui se regista tem a ver, talvez, com uma conjuntura que é difícil e as modalidades competitivas e coletivas do Inatel são mais facilmente suportáveis pelos CCD. Mas também na área da cultura muitos grupos veem no Inatel um parceiro seguro e fiável.

Está assegurada a continuidade destas atividades?
O Inatel vai manter-se sempre como grande pilar de apoio, quer à prática desportiva amadora, quer às manifestações de cultura popular. Teremos que ser criativos e encontrarmos algumas soluções de apoio, porque a subsidiação, pura e simples, hoje não pode ter a expressão que teve no passado. O País está sujeito a uma disciplina orçamental que nos é imposta pelos nossos credores e não há volta a dar. 

Que mensagem deixou aos CCD com quem se reuniu?
Estou à frente da Fundação há quatro meses, iniciei um diálogo regular em todo o País com os CCD, que são uma realidade muito rica, muito diversificada, muito importante do ponto de vista da cultura popular e do desporto amador que é reconhecida por todos e nós queremos ampliar essa relação com esses associados coletivos do Inatel para, em conjunto, conseguirmos criar mais momentos que deem visibilidade ao que se faz nas várias regiões. 
E, ao mesmo tempo, ajudar a encontrar soluções que alavanquem esse processo, mas sem qualquer demagogia, assumido as dificuldades que a Fundação Inatel conhece, porque está sujeita a cortes de subsidiação já no orçamento deste ano.


As atividades do Inatel têm uma função social relevante junto das pequenas comunidades …
É por isso que temos que continuar a apoiar essas manifestações, porque as nossas comunidades mais isoladas são as que precisam mais desse apoio. Como há uma grande escassez de meios, correm risco maior de ficarem esquecidas, mas, do nosso lado, tentaremos não esquecer os nossos bons parceiros que são os CCD e que, por mais modesta que seja a intervenção que tenham, é sempre positiva para a vida da sua comunidade.

O desporto do Inatel concorre com, ou complementa, a atividade desportiva federada?
Temos que reconhecer que tem havido algum mau estar do lado da FPF, mas nós iniciámos um diálogo e estou convencido que a breve trecho poderemos ultrapassar alguns mal entendidos que possam subsistir. Todos temos o nosso espaço, a Fundação Inatel tem o seu espaço no desporto amador e é um apoio para que muitos milhares de pessoas pratiquem várias modalidades. 
A FPF e as associações regionais terão o seu papel indiscutível e fundamental no desporto federado. Não existe qualquer rivalidade, nem sobreposição. O diálogo que encetámos está a correr muito bem e iremos superar bem possíveis contrariedades.

A Associação de Futebol de Beja acusou o Inatel de concorrência desleal e essas queixas chegaram à tutela …
Tive essa nota e quando isso se tornou público tomei a iniciativa de contactar o dr. Fernando Gomes. Tivemos uma primeira reunião e estamos a trabalhar para eliminarmos esses mal entendidos que existiam, não especificamente sobre a situação de Beja mas para todos os distritos – aqui realmente as coisas ganharam maior dimensão. 
O que nos interessa a nós é a promoção do desporto amador mas com regras, com segurança; garantimos sempre o seguro de acidentes aos desportistas; a segurança das realizações é um problema nacional. Estamos atentos a isso, mas não podemos tornar proibitivo o custo da prática desportiva.

E nessa área o Inatel terá que fazer algumas cedências?
Um diálogo é sempre uma aproximação de posições. Ainda é cedo para estarmos a falar sobre isso, há vários dossiês nesse diálogo e oportunamente existirão novidades sobre isso.

2 comentários:

Luís Pardal disse...

Esclareça-me se estiver enganado então corrijam-me, em tempos a prática desportiva na INATEL(FNAC), a prática desportiva só era permitida a trabalhadores inscritos na INATEL, e tinha que ter idade igual ou superior a 35 anos, verdade? Hoje o que vemos é jovens com 17, 18 e por ai adiante, o que é completamente de lamentar, mais ainda quando esses jovens vão jogar para a INATEL a troco de um cozido de grão e uma bebedeira sao estes os valores da INATEL para os jovens de hoje que serão o futuro de amanhã?!!!!!!!!!!

Unknown disse...

Amigo Luís Pardal o nome era FNAT, do tempo da velha ditadura, agora estamos noutra mais sofisticada. Em relação às idades não existia superior a 35 anos o que existia era um vinculo de residência ou laboral, por exemplo eu joguei nos último campeonato da FNAT e no 1º. do INATEL e para jogar teve que se antecipar a minha e a de mais dois colegas de transferências de empresas que iam ser nacionalizadas e que se sabia anteriormente quais eram.